Tão, tão distante

domingo, outubro 31, 2010


Acordada numa linda manhã de sol 
O mesmo sol que vai derreter um sonho
Um destino
A realidade lhe chuta
E ela, sem pernas, rasteja
Ela vai.
Ela se foi?
Ela ficou.
Ela continuou.
Outra aparece...
E ela desaparece, para sempre
Ou não?
Um dia, talvez, se reencontrem
O que teria acontecido, não se sabe
A luta continuou
Luta travada com armas invisíveis a olho nu
Temíveis para quem lhe fere
Dor e sangue

Tão, tão distante


O que lhe roubou?
O que lhe deu?
O vácuo responde em sua imensa massa repleta de coisa alguma
O nada que fica 
Muda o que será
O amanhã chega silencioso
Disfarçado de sempre
Para gritar sem ser visto
Ecoando mistérios
Um amanhã órfão de respostas
Um amanhã filho de perguntas 

Patrícia Bu. 

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