domingo, julho 11, 2010

Talvez a morte, angústia de quem vive....


Não temer à morte, mas sim à vida

Pela forma com que esta me toma

Rouba-me

A culpa é minha, sempre foi

Do início ao aqui

Não há mais nada entre nós

Só nos restam convenções

Convenções que não me interessam

Nem me preenchem



Aqui estou

Parada

Agonizando diante dos seus olhos que não me vêem

Não vêem meus últimos e doloridos suspiros



Mas vou-me

E tudo ficará para trás

Num passado tão, tão distante

Não quero mais falar das coisas que aprendi



O sinal está fechado para nós, que somos jovens

O vazio predomina onde outrora fora multidão

O escuro carrega risos de mim enquanto percorre minha estrada



A tristeza de não ser mais quem fui

E de não saber mais quem sou

O dono dos pés

Das mãos

Dos ossos

Das entranhas



O dono

Não, não é você

Nunca foi

Nem pudera ser

Eu emprestei

De bom grado

Mas cabe a mim tomar de volta

Tudo pó que me pertence



Devolva-me meu sorriso

Meus suspiros

Minha alegria de viver

Meu olhar deslumbrado ao espelho

Minha forma tola de olhar para mim mesma

Minha forma doce de agradecer

Meu eu em você

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