Tatuagem de Henna preta não é tão inofensiva assim

segunda-feira, junho 03, 2013


Cuidado com as tatuagens feitas com Henna preta. Apesar de inocente, ela pode causar danos à pele, principalmente se aplicada em crianças.


    Para quem não quer a dor e nem a permanência de um desenho na pele, a tatuagem de Henna sempre foi uma opção, até para crianças, a quem quer fazer da área do corpo uma expressão de arte, que perdura de duas a quatro semanas. Mas, para estas pessoas, o problema é que a cor natural da Henna, avermelhada, não dá a impressão que o desenho é de um tatuador de verdade. Resultado: uma tatuagem de mentira, mas os riscos são de verdade. Recentes estudos realizados pelo FDA avisam que PPD (Parafenildiamina) foi encontrado em tatuagens temporárias de longa duração feitas com Henna preta. Na realidade, muitos casos foram reportados ao FDA de alergias severas após o uso da Henna preta, que contém substâncias químicas que ocasionam reações do tipo dermatite de contato irritativa ou alérgica, dependendo das associações químicas e da quantidade utilizada destes produtos. 
     Este tipo de tatuagem de longa duração feita com Henna preta tem na sua formulação PPD, uma substância comumente encontrada nas tinturas de cabelo e ocasiona quadros alérgicos importantes com reações como avermelhamento, bolhas, edema, coceira, queimadura, hipersensibilidade à luz do sol e cicatrizes muitas vezes permanentes no local da aplicação da tatuagem, que podem surgir imediatamente após ou até duas a três semanas depois. "Um dos maiores problemas é que além da exposição em adultos, muitos adolescentes e crianças fazem estas tatuagens principalmente quando em destinos turísticos", alerta Dra. Claudia Marçal, Dermatologista da Clínica Cariz Dermatologia.
   Recentemente várias revistas da mídia americana, assim como jornais e canais de televisão vêm alertando do perigo a este tipo de contato. Afinal, a Henna, por ser uma substância natural, não ocasionaria qualquer dano a pele. Realmente, a Henna é um pigmento vermelho acastanhado derivado da florescência do arbusto LaWsonia Inermis, que é usada há milhares de anos para tingir cabelos e tecidos  de forma natural e sem contraindicações. "Na grande maioria dos casos nem está presente nestas tatuagens, sendo substituída por pigmentos sintéticos e substâncias químicas, como óleo de eucalipto, por exemplo", finaliza a médica. 
Fonte: Dra. Claudia Marçal
Dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialização pela AMB e Membro da American Academy of Dermatology cme na Harvard Medical School. 
  
Jornalista responsável: 
Maria Alice Amoroso Nunes (Mtb-SP 11.239)
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